Potenciais da epistemologia védica para a prática de yoga no SUS

A crescente medicalização e ocidentalização do yoga, que o reduz cada vez mais a um exercício físico mensurável, é o ponto de partida para este ensaio teórico-hermenêutico sobre a epistemologia védica. Os autores exploram conceitos sânscritos como śabda e pramāṇa, presentes na Bhagavad Gītā e nas Upaniṣads, para propor melhorias pedagógicas na prática do yoga oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), resgatando suas dimensões éticas, relacionais e soteriológicas muitas vezes perdidas nesse processo de cientificização.

Léo Fernandes Pereira  ·  leo.fernandes.pereira@gmail.com
Charles Dalcanale Tesser  ·  2026

Prevenção de lesões para estudantes universitários praticantes de ioga

Um estudo experimental com universitários chineses praticantes de ioga investiga como a falta de consciência sobre riscos e a ausência de aquecimento adequado contribuem para lesões esportivas nessa prática. Comparando um grupo que seguiu o treino tradicional com outro que incluiu dez minutos de aquecimento e alongamento antes das aulas, o autor observa uma melhora significativa nos testes de mobilidade funcional (FMS) do grupo experimental, concluindo que essa rotina simples pode reduzir a ocorrência de lesões entre estudantes universitários.

Xie Huihui  ·  hh-xie1314@st.btbu.edu.cn  ·  2023

Peregrinação, devoção e individualismo: o contexto do yoga e Vedanta no Rio de Janeiro

Peregrinos brasileiros ligados a grupos de Vedanta e ioga do Rio de Janeiro, que viajam à Índia em busca espiritual, são o ponto de partida desta pesquisa antropológica sobre os sentidos atribuídos à devoção (bhakti) e à conversão. Com base em observação participante e relatos de entrevistados, a autora questiona a leitura corrente que associa a espiritualidade contemporânea a um individualismo desvinculado de laços sociais, argumentando que as experiências devocionais na Índia revelam antes uma busca por pertencimento e conexão com o outro e com o cosmos do que uma afirmação isolada do eu.

Cecilia dos Guimarães Bastos  ·  ceciliagbastos@gmail.com  ·  2023

Primórdios da ioga no Brasil, c. 1910-1920

A partir de jornais e revistas do acervo digital da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, os autores revisitam a história da ioga no Brasil e contestam a narrativa comum que situa o início da prática no país por volta de 1950, atribuindo-a a nomes como Sevananda, Caio Miranda ou José Hermógenes. As fontes analisadas revelam um conjunto de iniciativas de difusão da ioga já entre 1910 e 1920, décadas antes desses pioneiros mais celebrados, evidenciando uma história esquecida que ajudou a moldar o vocabulário e o repertório da prática no país.

Andrea Calazans Rocha Dias  ·  dedeiacalazans@yahoo.com.br
Cleber Dias  ·  cleberdiasufmg@gmail.com  ·  2022

Sofrimento no Discernimento

Este artigo investiga a relação entre discernimento (viveka) e sofrimento apontada em um sutra dos Yoga Sutras de Patañjali, comparando diferentes traduções e interpretações da obra (como as de Iyengar e Gulmini) para compreender como esses dois conceitos se conectam na tradição do Yoga. A partir dessa análise comparativa, o texto conclui que o sofrimento não deve ser entendido como uma condenação inevitável, mas como reflexo do nosso preparo para lidar com as experiências do mundo material.

Evandro Neto  ·  eosouza@gmail.com  ·  2020

Yoga: um objeto de fronteira?

Nascido na Índia como uma tradição iniciática transmitida de mestre a discípulo, o yoga hoje transita entre Ciência e Religião, tradição e pesquisa, ocupando o que as autoras, valendo-se do conceito de "objeto de fronteira", descrevem como zonas de contato entre diferentes campos do saber. O ensaio percorre como a prática vem sendo abordada nas áreas da Saúde, Religião, Filosofia, Arte, Educação, Antropologia e Sociologia, discutindo as fronteiras simbólicas que se formam à medida que o yoga ganha visibilidade e se profissionaliza no mundo contemporâneo.

Pamela Siegel  ·  gfusp@mpc.com.br
Carolina Leopardi Gonçalves Barretto Bastos  ·  carolinabbastos@gmail.com  ·  2020

Qualidade de vida em mulheres praticantes de Hatha Ioga

Praticantes de Hatha Ioga há pelo menos seis meses e mulheres sedentárias foram comparadas neste estudo transversal controlado sobre qualidade de vida, com base no questionário SF-36. Os resultados mostram que o grupo de praticantes apresentou pontuações significativamente melhores no domínio dor e no escore físico geral, levando os autores a concluir que a prática regular de Hatha Ioga pode influenciar positivamente aspectos da qualidade de vida em mulheres saudáveis.

Cristina Martins Coelho
Thaíza Tavares Lessa
e outros  ·  2011