Resumo

Peregrinos brasileiros ligados a grupos de Vedanta e ioga do Rio de Janeiro, que viajam à Índia em busca espiritual, são o ponto de partida desta pesquisa antropológica sobre os sentidos atribuídos à devoção (bhakti) e à conversão. Com base em observação participante e relatos de entrevistados, a autora questiona a leitura corrente que associa a espiritualidade contemporânea a um individualismo desvinculado de laços sociais, argumentando que as experiências devocionais na Índia revelam antes uma busca por pertencimento e conexão com o outro e com o cosmos do que uma afirmação isolada do eu.